Surto de sarampo no Brasil é preocupante. Saiba o contexto.

Postado em 11/04/2019



Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), 98 países registraram mais casos de sarampo em 2018 do que em 2017. O Brasil está na lista dos dez países em situação mais crítica, os quais, juntos, são responsáveis por 74% desse aumento. Na lista estão também Ucrânia, Filipinas, Iêmen, Venezuela, Sérvia, Madagascar, Sudão, Tailândia e França. Em 2016, o Brasil ganhou um certificado da Organização Mundial da Saúde de eliminação do sarampo; no entanto, em 2018, 10.262 casos foram registrados.
 

Segundo o Ministério da Saúde, o quadro é mais grave nos estados do Amazonas, Roraima e Pará. O Unicef e o governo brasileiro reconhecem que a crise na Venezuela motivou o deslocamento de pessoas infectadas, transmitindo a doença nas áreas brasileiras próximas da fronteira. Dados divulgados no início deste ano mostram que 49% dos municípios brasileiros não conseguiram atingir a meta de vacinar 95% das crianças de 1 a menos de 5 anos de idade.
 

A cidade de São Paulo registrou dois casos de sarampo em 2019. O último registro havia ocorrido em 2015, quando dois pacientes foram diagnosticados com a doença. Entretanto, agora as ocorrências são de pacientes infectados fora do município, um na Noruega e outro em um navio oriundo de Malta.
 

O que é o sarampo e como age no sistema imunológico?

O sarampo é causado por um vírus pertencente ao gênero Morbillivirus e leva a um quadro infeccioso grave. A doença é muito contagiosa – mais que ebola, tuberculose e influenza, por exemplo –, sendo transmitida por secreções como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse. Seus sintomas incluem febre alta, dor de cabeça, manchas vermelhas e brancas, tosse, coriza e conjuntivite.
 

Segundo o Ministério da Saúde, não existe tratamento específico para a doença, mas os pacientes costumam receber doses de vitamina A, hidratação e suporte nutricional. Na maioria dos casos, o sarampo é uma doença com baixa gravidade, mas ele também pode levar a complicações, como infecções respiratórias, otites, doenças diarreicas e doenças neurológicas. A vacina é a forma mais eficaz de prevenir.


Vacinação

A vacina que protege contra o sarampo está disponível o ano inteiro na rede municipal de saúde de São Paulo e deve ser aplicada em duas doses, a partir de um ano de vida das crianças. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é fornecida ao município pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio da Secretaria de Estado da Saúde.
 

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Fonte: bbc.com; g1.globo.com